segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Mal-estar

Em casa, um dia de nada.
Nem malhar.
Nem correr.
Nem brincar.
Nada.

Nem nadar.
Nem subir.
Nem cair.
Nem chorar.

Nenhuma ferida - a não ser que contem-se as picadas de pernilongos -
Nenhuma fratura,
Nenhuma risada ou nova brincadeira preferida.
Nada

Só vagos pensamentos
Vagueando às sombras de todo o mal
Ao fim de cada ritual,
Junto com o choro e a vela,
O papel e a caneta,
O adjunto perto do verbo.

Fora isso, nada.
Nem decisões,
Nem precauções,
Nenhum tipo de ação,
Nada!

E o que se ouve na beira da piscina,
 detrás das páginas amarelas de Freud:
 - Nada!

CC - Felipe Fausto

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