domingo, 8 de janeiro de 2012

JMJ 2013

Deixo de lado a lírica para me manifestar sobre algo que tem me cutucado nesses últimos dias: 
Se a preocupação é que o dinheiro não vá para os bolsos dos governantes, e sim para apoio a uma manifestação religiosa, assegurada pela constituição, não consigo entender. Se a preocupação é que o país fique pobre, pense comigo: em 2011 a Jornada Mundial da Juventude, em Madrid, recebeu 1.500.000 jovens aproximadamente (não tenho o dado certo e penso em mais de 2.000.000) que ficaram nas redondezas da cidade (no meu caso em Boadilla del Monte, Vigo, Santiago de Compostela, Montijo...) Cada um desses jovens, gastou, em média, 500 euros em meio a alimentação e souvenirs durante a estadia nos países (deixo de fora dessa conta, os 5.000 dólares previamente pagos a hoteis, empresas de transporte e turismo e outras do gênero). Faça as contas e veja quanto isso deve ter gerado para o país (além, é claro, dos empregos gerados para atender à demanda).
 Tendo ainda em vista que o Brasil é visto pelos estrangeiros como um verdadeiro paraíso, que somos o 5° maior do mundo em expansão territorial - o que nos faria não depender de países vizinhos para abrigar aos peregrinos -, e a flexível política de imigração brasileira, estimemos, por base 1.500.000 peregrinos de diversas partes do mundo; cada um desses, há de gastar em torno de 600 reais durante os 15 dias que ficarão aqui enriquecendo nossa cultura (como na maravilhosa experiência que tive em Plaza Mayor, e tomo por base o tempo que fiquei na europa por ocasião da JMJ 2011 - alguns ficaram uns dias a mais, outros, uns dias a menos...).
 De toda forma, não falo aqui das maravilhas que Deus tem realizado em minha vida, pois não quero que penses que pretendo vender uma crença. Apenas utilizando a razão? Qual o mal que uma JMJ pode trazer para o país mesmo?
 O mais irônico é que o meu Deus age, de forma a satisfazer até mesmo o seu.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Meu (triste) hino a São Carlos

Não sei como dizer adeus.
Mal sei dizer "até logo".
Como deixar as raizes,
As pessoas,
Os sentimentos de minha terra,
Cidade sorriso.

Da catedral,
Se outrora cantante,
Hoje abandonada.

Sei que sou só mais um errante
Que caminha por suas ruas.
Mas tanto tenho que fazer por ti,
Para que - como - hei de sair daqui?

Ainda que distante,
Nunca te abandonarei,
Ó terra já não tão alegre
Escondida do sol
Pela poluição
E abafada
Pelo prefeito patrão.

Ainda que distante, serei teu filho
E mesmo que triste, serei por ti
E mesmo que descrente
Hei de lutar
Para reerguer a cidade
E deixá-la, novamente
Decente
De gente
Pra gente.

CC - Felipe Fausto

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Um trato e o parto

- Parto-me
mas fico,
pois deixo você
e nossos filhos.

Por vós, volto
por vontade de ouvir-vos.
Especialmente teu riso.

Volto logo,
a ver-vos novamente.
Queira Deus que antes do terceiro.
Queira eu lembrar de teu cheiro.

 - Vá mas vá sem pressa!
Volte antes que apareça
dor ou debilidade.
volte antes que escureça,
antes que acabe a peça.
Volte e saiamos à pesca.

- Se, por primeiro, te quis junto a mim
por último, faço de mim
vida breve.
Volto em breve.
Por ti. Por mim.
CC - Felipe Fausto