segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Minhas condolências

E hoje estou triste
não por mim, mas por você
você que tinha tanto a perder
tanto a vencer
mas preferiu se entregar

Jogou a vida fora
e não consegue levantar

talvez por orgulho
ou por outra fraqueza qualquer
não quer
não vai melhorar

vai ficar lá embaixo
onde só os piores estão
onde nem você gosta de verdade

não sei se já tiraram seus braços,
e por isso não consegue sair do fundo do poço,
ou se está lá por querer.
Nesse caso
não sei o que quer provar.
Está provando que é idiota

E você tinha tanto de bom...
CC - Felipe Fausto

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Alienação

 A sociedade brasileira está cada vez mais desolada, cada vez mais secularizada, desacreditada e, consequentemente, estagnada.
 Essa situação me dá nojo. Nojo de ver que, ao invés de os cidadãos contribuírem pra o crescimento e desenvolvimento da cultura e do caráter público, vemos, cada dia mais, o movimento retrógrado desses fatores.
 Não digo que nossa cultura seja pobre. Não é. Todavia, apenas o lixo da indústria cultural é aclamado. Rebolation, Créu, e o maior "sucesso" de todos os tempos, o BBB (deixo livre a interpretação da sigla), são apenas alguns poucos exemplos da decadência. O chorume dessa indústria é uma população mais dispersa e alienada.
 Ainda que a opinião da grande massa não mude, é sempre bom ver que tem muita gente com boas ideias, que pode ajudar a melhorar esse quadro. Pena que os agentes sejam poucos.
CC - Felipe Fausto

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

As diretrizes tortuosas

Mais uma vez estamos às vésperas das eleições. Como já tem se tornado praxe, nessas campanhas ouvem-se apenas argumentos como “eu fiz” e “ele não fez”. Um cenário falho e autodestrutivo, que leva cada vez mais pessoas a terem uma visão estereotipada – desgostosa e enraivecida – dos políticos, causando desinteresse pelo país e até antipatriotismo.
Verdadeiramente nossa política não é nenhum exemplo a ser seguido. Não só pela abundante corrupção, mas também pela incapacidade de renovação. As propostas são sempre as mesmas, em especial destaco a proposta da erradicação da pobreza. É inútil e hipócrita querer acabar com a pobreza, visto que estamos no sistema capitalista e uma das classes dessa forma de governo é a pobre. O que deixa evidente que isso nunca vai acontecer é o simples fato de olhar para trás e ver que nunca chegou perto de acontecer.
A estagnação, ligada à corrupção da forma de governo (segundo Aristóteles, a democracia é a forma corrompida da politeia, onde todos da pólis teriam voz nas ágoras) justifica a revolta da população. Explica também o conformismo.
Em 1992 tivemos o movimento dos caras-pintadas, que, através de manifestações, ocasionou o impeachment do então presidente Fernando Collor. Esse movimento, que teve grande força jovem, é a prova maior que, de fato, a união faz a força.
Nosso atual presidente também deixa claro o grande problema da população: só sabe reclamar, não faz nada para tentar mudar. Grande parte dessa falta de ação é a falta de informação. Não se discute nada relacionado a política nas escolas ou em qualquer outro lugar. Sempre que alguém puxa um debate sobre o assunto, é interrompido com protestos.
Com o advento da internet, principalmente os jovens têm acesso a informações diversas sobre o assunto. Através dela também se pode discutir ideias e opiniões, gerando novos dados.
Sobretudo o jovem tem o dever de se engajar na política do país, pois é através da ousadia e da percepção do jovem que pode ocorrer alguma mudança – que seria muito bem-vinda.
CC - Felipe Fausto