quarta-feira, 8 de setembro de 2010

As diretrizes tortuosas

Mais uma vez estamos às vésperas das eleições. Como já tem se tornado praxe, nessas campanhas ouvem-se apenas argumentos como “eu fiz” e “ele não fez”. Um cenário falho e autodestrutivo, que leva cada vez mais pessoas a terem uma visão estereotipada – desgostosa e enraivecida – dos políticos, causando desinteresse pelo país e até antipatriotismo.
Verdadeiramente nossa política não é nenhum exemplo a ser seguido. Não só pela abundante corrupção, mas também pela incapacidade de renovação. As propostas são sempre as mesmas, em especial destaco a proposta da erradicação da pobreza. É inútil e hipócrita querer acabar com a pobreza, visto que estamos no sistema capitalista e uma das classes dessa forma de governo é a pobre. O que deixa evidente que isso nunca vai acontecer é o simples fato de olhar para trás e ver que nunca chegou perto de acontecer.
A estagnação, ligada à corrupção da forma de governo (segundo Aristóteles, a democracia é a forma corrompida da politeia, onde todos da pólis teriam voz nas ágoras) justifica a revolta da população. Explica também o conformismo.
Em 1992 tivemos o movimento dos caras-pintadas, que, através de manifestações, ocasionou o impeachment do então presidente Fernando Collor. Esse movimento, que teve grande força jovem, é a prova maior que, de fato, a união faz a força.
Nosso atual presidente também deixa claro o grande problema da população: só sabe reclamar, não faz nada para tentar mudar. Grande parte dessa falta de ação é a falta de informação. Não se discute nada relacionado a política nas escolas ou em qualquer outro lugar. Sempre que alguém puxa um debate sobre o assunto, é interrompido com protestos.
Com o advento da internet, principalmente os jovens têm acesso a informações diversas sobre o assunto. Através dela também se pode discutir ideias e opiniões, gerando novos dados.
Sobretudo o jovem tem o dever de se engajar na política do país, pois é através da ousadia e da percepção do jovem que pode ocorrer alguma mudança – que seria muito bem-vinda.
CC - Felipe Fausto

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Anarquia

Eu imagino um mundo onde pessoas podem conviver em paz. Mas para haver paz, é necessário que não haja guerras. Para não haver guerras é necessário que haja conversa, e principalmente, respeito. "Respeito"... palavrinha esquecida, essa.
No meu imaginário, o mundo não deve possuir alguém que se sobreponha a outrem. Esse tipo de divisão deve ser desmoralizado desde já, visto que essa luta para ver quem é mais forte já ocasionou em incontáveis mortes. É muito mais simples encarar o fato de que algumas pessoas se sobressaem a outras por natureza e qualquer forma de querer mudar essa posição é tolice e gera conflitos. Que fique claro que "se sobressair" não quer dizer "mandar". "Se sobressair" é ser melhor; "mandar" é prova de inferioridade e ignorância.
O respeito é, sobretudo, um exercício. Um exercício que pode nos salvar. Só existem leis pelo fato de que o homem foi educado a querer se sobressair a todo custo, e se sobrepor a tudo e a todos. Esse simples conceito de "melhoridade" nada mais é que a ausência de respeito, logo, a lei é a ausência do respeito.
Analisando a situação, fica explícita a grande falha do capitalismo: o poder. O poder enlouquece e destroi. Se um povo fica às dependências de alguém que está sendo destruído, o povo é também destruído. Tudo pela ausência do respeito.
A liberdade total dar-se-á apenas quando as leis puderem ser abolidas, isto é, quando o respeito for difundido, e não o poder. Talvez se alguns se preocupassem menos em mostrar o pior dos outros, o respeito seria mais exemplificado.
CC - Felipe Fausto

terça-feira, 27 de julho de 2010

O tempo

Tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac...
Tictactictactictactictactictactictactictactictactictactictactictactictactictactictactictactictactictac...
Tic, tac, tic, tac, tic, tac, tic, tac...
Tic.
Tac.
Tic.
Tac.
Tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac...
CC - Felipe Fausto