terça-feira, 7 de setembro de 2010

Anarquia

Eu imagino um mundo onde pessoas podem conviver em paz. Mas para haver paz, é necessário que não haja guerras. Para não haver guerras é necessário que haja conversa, e principalmente, respeito. "Respeito"... palavrinha esquecida, essa.
No meu imaginário, o mundo não deve possuir alguém que se sobreponha a outrem. Esse tipo de divisão deve ser desmoralizado desde já, visto que essa luta para ver quem é mais forte já ocasionou em incontáveis mortes. É muito mais simples encarar o fato de que algumas pessoas se sobressaem a outras por natureza e qualquer forma de querer mudar essa posição é tolice e gera conflitos. Que fique claro que "se sobressair" não quer dizer "mandar". "Se sobressair" é ser melhor; "mandar" é prova de inferioridade e ignorância.
O respeito é, sobretudo, um exercício. Um exercício que pode nos salvar. Só existem leis pelo fato de que o homem foi educado a querer se sobressair a todo custo, e se sobrepor a tudo e a todos. Esse simples conceito de "melhoridade" nada mais é que a ausência de respeito, logo, a lei é a ausência do respeito.
Analisando a situação, fica explícita a grande falha do capitalismo: o poder. O poder enlouquece e destroi. Se um povo fica às dependências de alguém que está sendo destruído, o povo é também destruído. Tudo pela ausência do respeito.
A liberdade total dar-se-á apenas quando as leis puderem ser abolidas, isto é, quando o respeito for difundido, e não o poder. Talvez se alguns se preocupassem menos em mostrar o pior dos outros, o respeito seria mais exemplificado.
CC - Felipe Fausto

terça-feira, 27 de julho de 2010

O tempo

Tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac...
Tictactictactictactictactictactictactictactictactictactictactictactictactictactictactictactictactictac...
Tic, tac, tic, tac, tic, tac, tic, tac...
Tic.
Tac.
Tic.
Tac.
Tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac...
CC - Felipe Fausto

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Lembranças





Lá fora a chuva cai e por algum motivo a saudade aumenta. Odeio o frio e dias nublados. Prefiro as tempestades que chegam e destroem tudo; e com elas os trovões, que fazem uma das mais belas melodias. Em dias de chuva tudo se torna triste. A dor da sua falta parece aumentar, todo sentimento parece ser multiplicado por dez... Chorar também parece ser mais fácil em dias como esses.
As lembranças do passado voltam e, como a chuva, incomodam.
Hoje - mais do que todos os outros dias chuvosos que já vivi - um sentimento e uma vontade em especial me chamaram atenção. Mais do que nunca, desejei que por engano meu telefone tocasse e fosse você; quis que ao ir à padaria à tarde eu trombasse com você; imaginei como seria se por mágica ou por qualquer coisa surreal você aparecesse na minha frente.
Foi nesse momento que quis que o desejo que fiz quando vi uma estrela cadente a algumas semanas atrás se realizasse; que aquele lance da hora certa fosse verdade (19:19 Terás uma surpresa.); que o sonho que tive numa noite dessas, onde estava abraçada com você no meio de uma praça que o Sol nos iluminava se tornasse realidade.
Por esses e outros motivos desejei ser criança novamente; só pra ver a chuva como motivo de alegria e não de saudade.

Bia Oliveira