sábado, 22 de setembro de 2012

Vernalagnia

Talvez seja cedo
pra ja pensar num final feliz,
talvez tenha medo
e me faça um infeliz,

talvez seja tarde
pra pensar no que fiz,
mas deve ser a hora
de pensar no que cê disse.

Tal vez foi aquela:
em que a fala
fez aquarela.

A fala que se repete,
que entra como faca
na razão
e abala a emoção.

Só pensar de noite,
só sentir de dia,
ver na lagoa
o nascer da noite, o morrer do dia.

CC - Felipe Fausto

segunda-feira, 2 de julho de 2012

laços

eu, a lento divagar
devagar desalento
imagino o que
e me intriga

se me despeço
me despedaço

se desando,
me diz "amo"

mi dispiace,
ti amo.

domingo, 1 de julho de 2012

Cara barata

Não me leve a mal
nem a muito bem
lembre-se do tal do "Tao"
ficar no meio é o começo

não é o sofredor
aquele que sofre dor
é o outro que sente calor
distante de qualquer fervor

calma, nada, camarada!
a alma manda-a a mar, à armada
amarelada, arranhada
a maré nada

rumo à cidadela
rumor na cidade dela
rum na aquarela
rum na água dela

água ruim, aguarrás
água doce, com gás
água as boas plantas, corta as más

leve-me leve,
bem leve, bem
leva-me bem
e depois, bem
lava-me também
lava-me, porém
não tão bem

CC - Felipe Fausto

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Novas estrelas, velhas constatações




 Hoje foi possível ver que a cena musical do interior paulista brilha muito forte.
 No Paracatuzum, o lançamento do disco da banda Araraquarense "Ruido Fino" riquíssimo em vários sentidos. Pouco depois, pude presenciar uma maravilha auditiva na "Noite das guitarras", evento promovido pelo grande Netto Rockfeller em parceria com o Espaço 7. Dentre as feríssimas da música que marcaram presença, estavam Danilo Zanite (Rocha Sólida), Rodrigão (Rocha Sólida), Thiago Carreri (Trio espinha de peixe), Johnny Crash (The dead rocks), Marcelo Ribeiro (Beetles Return) e, claro, o próprio Netto (Blues The ville).
 Como não podia deixar de ser, casa cheia e o público se fez sentir. Foi, como diria Chavinho, "maravilindo".
 O problema de nossa bela cidade sorriso é a escassez de logradouros para que nossos músicos possam ser prestigiados, mas, principalmente, a pouca divulgação das casas e o desinteresse geral que parece agir na população.
 Por mais piegas que possa parecer, surgem as dúvidas: quando nossas estrelas poderão brilhar no nosso próprio céu? Quando pararemos de importar constelações consagradas e daremos valor a nossas Gigantes laranjas - ou estranhas azuis? Será que não compensa olhar pro quintal?

CC - Felipe Fausto