segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Pausa

Parece que você tinha medo...
e por isso não fomos mais adiante
paramos na pista, prestes a entrar naquela floresta misteriosa.

Alguns ainda não querem entrar nela.
Outros já o fizeram.
Desses, alguns voltaram felizes
outros, arrependidos.
Muitos lá permanecem.

Mesmo comigo a seu lado
oferecendo todo suporte...
nem isso foi suficiente.

E mesmo assim, ficamos lá
encarando aquele mistério.

Acho que em alguns momentos
você até chegou a ensaiar um passo
em direção à floresta,
como se quisesse entrar.
Mas eu estava tão distraído
imaginando a beleza e os riscos do lugar
que não me toquei.

O tempo passou.
E depois de muito pensar
nenhum de nós se arriscou.

Eu voltei para a pista, procurando alguém
para comigo descobrir o lugar,
pois lá não se entra sozinho.
Até que decidi só caminhar.

Você, eu não sei.
Não sei se está caminhando
ou se está lá, encarando a floresta.
Com o medo de sempre.

Pelo menos nada ficou decidido.


CC - Felipe Fausto

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Bye

 I see my dreams going down.
All that I've planed for so long
now is destroyed
and I'm on my own.
All alone.

Maybe was the fate
tha ruined everything
I feel like loosin' my faith
it's going with the wind

Althoug sad,
I'm not mad.
The emptyness fills my mind
with words that I couldn't say.

I'll Maroon about the streets;
Under the moon I'll sleep,
and have a way different way of life.
An esier and better way.
And if you like this mess of world
stay away.

I'm going to another place.
Where the lonelyness is not so bad.
And I'll enjoy it.
'cause I'm sick and tired of all these boring people.

CC - Felipe Fausto

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Minhas condolências

E hoje estou triste
não por mim, mas por você
você que tinha tanto a perder
tanto a vencer
mas preferiu se entregar

Jogou a vida fora
e não consegue levantar

talvez por orgulho
ou por outra fraqueza qualquer
não quer
não vai melhorar

vai ficar lá embaixo
onde só os piores estão
onde nem você gosta de verdade

não sei se já tiraram seus braços,
e por isso não consegue sair do fundo do poço,
ou se está lá por querer.
Nesse caso
não sei o que quer provar.
Está provando que é idiota

E você tinha tanto de bom...
CC - Felipe Fausto

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Alienação

 A sociedade brasileira está cada vez mais desolada, cada vez mais secularizada, desacreditada e, consequentemente, estagnada.
 Essa situação me dá nojo. Nojo de ver que, ao invés de os cidadãos contribuírem pra o crescimento e desenvolvimento da cultura e do caráter público, vemos, cada dia mais, o movimento retrógrado desses fatores.
 Não digo que nossa cultura seja pobre. Não é. Todavia, apenas o lixo da indústria cultural é aclamado. Rebolation, Créu, e o maior "sucesso" de todos os tempos, o BBB (deixo livre a interpretação da sigla), são apenas alguns poucos exemplos da decadência. O chorume dessa indústria é uma população mais dispersa e alienada.
 Ainda que a opinião da grande massa não mude, é sempre bom ver que tem muita gente com boas ideias, que pode ajudar a melhorar esse quadro. Pena que os agentes sejam poucos.
CC - Felipe Fausto

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

As diretrizes tortuosas

Mais uma vez estamos às vésperas das eleições. Como já tem se tornado praxe, nessas campanhas ouvem-se apenas argumentos como “eu fiz” e “ele não fez”. Um cenário falho e autodestrutivo, que leva cada vez mais pessoas a terem uma visão estereotipada – desgostosa e enraivecida – dos políticos, causando desinteresse pelo país e até antipatriotismo.
Verdadeiramente nossa política não é nenhum exemplo a ser seguido. Não só pela abundante corrupção, mas também pela incapacidade de renovação. As propostas são sempre as mesmas, em especial destaco a proposta da erradicação da pobreza. É inútil e hipócrita querer acabar com a pobreza, visto que estamos no sistema capitalista e uma das classes dessa forma de governo é a pobre. O que deixa evidente que isso nunca vai acontecer é o simples fato de olhar para trás e ver que nunca chegou perto de acontecer.
A estagnação, ligada à corrupção da forma de governo (segundo Aristóteles, a democracia é a forma corrompida da politeia, onde todos da pólis teriam voz nas ágoras) justifica a revolta da população. Explica também o conformismo.
Em 1992 tivemos o movimento dos caras-pintadas, que, através de manifestações, ocasionou o impeachment do então presidente Fernando Collor. Esse movimento, que teve grande força jovem, é a prova maior que, de fato, a união faz a força.
Nosso atual presidente também deixa claro o grande problema da população: só sabe reclamar, não faz nada para tentar mudar. Grande parte dessa falta de ação é a falta de informação. Não se discute nada relacionado a política nas escolas ou em qualquer outro lugar. Sempre que alguém puxa um debate sobre o assunto, é interrompido com protestos.
Com o advento da internet, principalmente os jovens têm acesso a informações diversas sobre o assunto. Através dela também se pode discutir ideias e opiniões, gerando novos dados.
Sobretudo o jovem tem o dever de se engajar na política do país, pois é através da ousadia e da percepção do jovem que pode ocorrer alguma mudança – que seria muito bem-vinda.
CC - Felipe Fausto

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Anarquia

Eu imagino um mundo onde pessoas podem conviver em paz. Mas para haver paz, é necessário que não haja guerras. Para não haver guerras é necessário que haja conversa, e principalmente, respeito. "Respeito"... palavrinha esquecida, essa.
No meu imaginário, o mundo não deve possuir alguém que se sobreponha a outrem. Esse tipo de divisão deve ser desmoralizado desde já, visto que essa luta para ver quem é mais forte já ocasionou em incontáveis mortes. É muito mais simples encarar o fato de que algumas pessoas se sobressaem a outras por natureza e qualquer forma de querer mudar essa posição é tolice e gera conflitos. Que fique claro que "se sobressair" não quer dizer "mandar". "Se sobressair" é ser melhor; "mandar" é prova de inferioridade e ignorância.
O respeito é, sobretudo, um exercício. Um exercício que pode nos salvar. Só existem leis pelo fato de que o homem foi educado a querer se sobressair a todo custo, e se sobrepor a tudo e a todos. Esse simples conceito de "melhoridade" nada mais é que a ausência de respeito, logo, a lei é a ausência do respeito.
Analisando a situação, fica explícita a grande falha do capitalismo: o poder. O poder enlouquece e destroi. Se um povo fica às dependências de alguém que está sendo destruído, o povo é também destruído. Tudo pela ausência do respeito.
A liberdade total dar-se-á apenas quando as leis puderem ser abolidas, isto é, quando o respeito for difundido, e não o poder. Talvez se alguns se preocupassem menos em mostrar o pior dos outros, o respeito seria mais exemplificado.
CC - Felipe Fausto

terça-feira, 27 de julho de 2010

O tempo

Tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac...
Tictactictactictactictactictactictactictactictactictactictactictactictactictactictactictactictactictac...
Tic, tac, tic, tac, tic, tac, tic, tac...
Tic.
Tac.
Tic.
Tac.
Tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac...
CC - Felipe Fausto

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Lembranças





Lá fora a chuva cai e por algum motivo a saudade aumenta. Odeio o frio e dias nublados. Prefiro as tempestades que chegam e destroem tudo; e com elas os trovões, que fazem uma das mais belas melodias. Em dias de chuva tudo se torna triste. A dor da sua falta parece aumentar, todo sentimento parece ser multiplicado por dez... Chorar também parece ser mais fácil em dias como esses.
As lembranças do passado voltam e, como a chuva, incomodam.
Hoje - mais do que todos os outros dias chuvosos que já vivi - um sentimento e uma vontade em especial me chamaram atenção. Mais do que nunca, desejei que por engano meu telefone tocasse e fosse você; quis que ao ir à padaria à tarde eu trombasse com você; imaginei como seria se por mágica ou por qualquer coisa surreal você aparecesse na minha frente.
Foi nesse momento que quis que o desejo que fiz quando vi uma estrela cadente a algumas semanas atrás se realizasse; que aquele lance da hora certa fosse verdade (19:19 Terás uma surpresa.); que o sonho que tive numa noite dessas, onde estava abraçada com você no meio de uma praça que o Sol nos iluminava se tornasse realidade.
Por esses e outros motivos desejei ser criança novamente; só pra ver a chuva como motivo de alegria e não de saudade.

Bia Oliveira

terça-feira, 29 de junho de 2010

O Vilarejo


"A prisão não são as grades, e a liberdade não é a rua; existem homens presos na rua e livres na prisão.
É uma questão de
consciência"
Mahatma Gandhi



Há um tempo, um vilarejo vivia um sentimento quase infantil. Não que desfutasse de uma enorme quantidade de bens. Na verdade, isso não ocorria por escassez, e, sim, porque ninguém os desejava; não eram necessários. E durante muito tempo foi assim. A felicidade era plena.
Todavia, alguém chegou de repente, e se abismou com a situação. Via pessoas trocando gatos por lebres sem se importarem. De fato não importava. Uns preferiam gatos; outros, lebres. E, por respeito ao próximo, ninguém interferia nos gostos alheios. Aquele novo ser do Vilarejo, porém, começou a pregar seus pensamentos e seus gostos como verdade absoluta. Primeiramente reuniu pessoas que encontravam prazer em coisas semelhantes. Depois, essas começaram a pregar a mesma doutrina. E o grupo cresceu.
Quando a maioria já estava padronizada e alguns ainda se viam livres da sistematização, os líderes da recém-formada "Sociedade" viam os diferentes como ameaças. Tomaram então a seguinte decisão: aprisionar os diferentes.
E assim se fez. Todos aqueles que não seguiam o pensamento da maioria foram encarcerados. Os "presos", porém, não se revoltaram. Pelo contrário: viveram sua liberdade num espaço reduzido, servidos pelos "livres", que, por sua vez, eram presos no vilarejo afora.

CC-Felipe Fausto

E a razão?

A razão humana (quando utilizada) é desperdiçada em fins inúteis, devido à política individualista que sempre nos foi pregada; o povo brasileiro, especialmente, utiliza de sua racionalidade para sempre tirar proveito em qualquer situação.
A racionalidade perdeu o âmbito social, não mais visa uma questão comum. A razão passou a ser utilizada visando apenas o deus da "Era da IN-formação": O dinheiro. Só se vê maior divisão e exclusão social, em torno dos bens de consumo.
Devido a essa alienação do raciocínio, a verdadeira racionalidade - o questionamento, o poder de observar a sociedade e pensar no rumo que estamos tomando - se perdeu.
Utilizo minha razão, primordialmente para não perdê-la. Creio que utilizar a racionalidade para despertar o senso crítico de outrem seja difícil, mas necessário.

CC-Felipe Fausto

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Se...

Se ao menos eu tivesse tua voz, para adoçar meus ouvidos;
teu abraço, para esquentar meu corpo;
teu sorriso, para irradiar alegria em meus olhos...

Se ao menos eu pudesse te ver todo dia
se eu pudesse te dar alegria...
se eu pudesse, garanto que o faria.

Mas não tenho nada, nada posso, nada faço.

O que mais eu quero? O que menos posso!?

Para que buscar alegria e pureza
naquilo que é puro e alegre
- e perfeito - por si só?

Qual a maior manifestação de amor?
Hoje penso que seja fazê-lo morrer
antes mesmo que possa nascer
assim ninguém sente sua dor.

A alegria de se amar é a maior existente
a tristeza por não amar é maior ainda.

Palavras de ânimo,
num coração sem um fundilho sequer
de alegria (ou amor),
são como gotas de água em solo árido por lei.

Faz-se germinar novas vidas,
crescem a esperança dos novos frutos,
mas antes mesmo que a semente possa quebrar a casca
aquela gotícula insgnificante de água
(que nem deveria ter sido jogada lá)
se dissipa para tão pouco terreno
obrigando o pobre solo a roubar a água daquela semente
e por fim,
perdê-la.

Apesar do homem ter sido criado para amar,
essa é justamente a maior dificuldade dele.
Quer tornar tudo "perfeito" à sua maneira.

Mal sabe o pobre homem, que o amor já é perfeito.
Felipe Fausto

Soneto mal-vindo

E a lágrima que insiste em não cair,
que há muito se esconde atrás do meu olho
- olho entristecido, que só olha errado -
e que não se concretiza na face.

A lágrima já sem temperatura
- porque já não recordo sua quentura -,
que muito ensaia o seu aparecer,
e após o ensaio volta a se esconder,

já tem se tornado bem mais confiante.
Quer fazer difícil, bilhar no breu.
Tem sido variável de sentido.

Em horas quer vir por grande alegria,
em outras por alguma decepção.
Veio hoje e quebrou meu coração.

CC - Felipe Fausto

domingo, 7 de março de 2010

Meio-Soneto do Feliz

Ilusões a parte,
vivendo vou
fazendo arte
só, onde estou.


Vou-me!
Fazer arte em outros cantos!
Cantos em toda a parte
Felipe Fausto

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Você

Parecia que você era tudo o que eu mais amava, mais queria...
Pena. Pena que com o tempo, você se revelou ser exatamente o que mais detesto.
No começo o coração explodia, os olhos brilhavam, o rosto se enrubrecia...
Hoje o coração quase para pela falta de emoção de estar ao teu lado. Se meus olhos esboçam uma reação ao te ver, é chorar. mas meu rosto ainda muda de cor; fica pálido.
Se antes sentira um amor intenso, hoje nem sei mais o que sinto. Acho que realmente não sinto nada. Nem indiferença.
A beleza se ridicularizou, o caráter - que era difícil de se ver - evaporou, aquela lembrança de um futuro em que seríamos felizes juntos se desfez.
A felicidade vem em ecstasys. Se num momento você consegue me deixar feliz, logo em seguida consegue rebaixar meu sentimento à mais extrema tristeza.
Acho que te amava, agora acho que te odeio. Acho.
Apesar de já nem acreditar que que seremos felizes, a esperança remanesce.
Você mudou minha vida. Só não sei se para melhor ou pior. Foi importante.
Valeu.
Não vale mais.


Felipe Fausto

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Reticências(...)

Bom...
É... Talvez nem tão bom...
Seguinte:
Eu estive congitando, imaginando, refletindo, pensando na possível probabilidade de que eu goste um pouco mais de você...
Mas, porém, entretanto, todavia, no entanto... pode ser que talvez isso seja só apenas uma confusa indecisão gerada por consequência das inúmeras e intermináveis repetições de pensamentos e ideias na curta (e intensa) duração desse último período de tempo.
Não tenho certeza de nada. Minto. Completa é minha certeza quanto à minha incerteza.
Incerteza não pelo sentimento que tenho sentido por você, mas pela intensidade desse incerto e insensível sentimento.
Sei que te amo.
Só não sei a que ponto.
Felipe Fausto