terça-feira, 3 de novembro de 2009

Apócrifo

É noite.
Sinto a fadiga me abater.
Deitado, fico pensando
o que farei para te convencer.

Te convencer em palavras!
Ou com atitudes?
De como me sinto ante as faltas
que me lembram de suas virtudes.

Na cama me desligo.
Não sei se vou,
não sei se fico.
Mal sei onde estou...
Busco descanso...
Procuro por paz e calmaria.
Mas fico, na verdade,
pensando no que queria.

Queria, mas não pude ter...
Pensei, e não consegui fazer...
Assim, no meu leve traço,
deixo as provas de meu fracasso

Quando escrevo, não minto.
Minha caneta é meu delator.
Escrevo o que realmente sinto.
Relatos de um sonhador.

Sem falar,
me faço de tolo.
Escondo que sofro
e retorno a sonhar.

Agora!
Dê adeus!
Dê-lo a mim!

Que pela razão
não quero mais te ver.
Mas meu coração
não consegue te esquecer.
CC - Felipe Fausto