sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Para obter algo que você nunca teve, precisa fazer algo que nunca fez

"mais uma semana se passou...
tenho medo de que agente nao se veja ano que vem...
e eu passo o tempo inteiro pensando em voce.
eu tentei me aproximar
mas nao sei se é isso que voce quer...
pelo menos nao parece
talvez por medo
talvez por vergonha
talvez por insegurança
talvez porque eu seja um saco
só queria saber
essa semana foi horrível
sei que te amo demais!!!!"
- Fernando Ribeiro -

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Blog Action day 2009!


Hoje, 15 de Outubro é o "Blog Action day" (na tradução para o português ficaria mais ou menos "dia da ação blogueira). É um dia onde blogs do mundo inteiro escrevem sobre um mesmo assunto afim de promover discussões.
O tema desse ano é "mudanças climáticas".
Esse com certeza é um tema que requer discussão não sobre se estão acontecendo ou não, mas sim sobre o que deve se fazer.
Hoje todos falam nisso incessantemente. Dizem que o nível do mar está subindo, que por isso a Holanda vai ficar submergida... e a ação? Cadê? Apesar de muita gente dizer se preocupar com o meio ambiente faltam as ações. Não necessariamente participar de manifestações... ações diárias, que a longo prazo demonstrariam uma gigantesca mudança na qualidade de vida. Uma mudança para melhor.
O simples fato de reutilizar as sacolas plásticas já faz um grande diferença. Deixar de comer carne um dia por semana durante um ano economiza uma vasta área de pasto.
É assim, nas pqequenas atitudes que conseguiremos fazer um mundo melhor.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Discussão

Hoje, 1º de Outubro de 2009, em minha aula de português conheci um texto do escritor Moacyr Scliar. No mínimo interessante. Houve uma discussão em sala de aula e pensei em abrí-la (olha que ironia!) para toda a rede.
O bate-papo/discusão dar-se-a através dos comentários do texto. O texto segue abaixo, tirado do site "LIBERTAS comunidade" :
http://libertas.com.br/novo/index.php?central=conteudo&id=2596&perfil=1&idEdicao=0

Internet e fraude

"A Internet ensina-nos coisas, sim. Inclusive quando temos de pensar a respeito das armadilhas da Internet e de como evitá-las."

Alguém duvida que a Internet mudou a vida das pessoas? Não, ninguém pode duvidar disso. A Internet não é apenas um meio de comunicação ou de informação; é um jeito de viver, um novo jeito de viver, e a história do mundo vai se dividir em duas fases: AI (antes da Internet) e DI (depois da Internet).

E ai do AI! A Internet subverteu totalmente a milenar idéia de que os mais velhos detêm o conhecimento. Agora, são eles que têm de aprender com os mais jovens, e não o contrário. Um aprendizado que, aliás, funciona. Num projeto conduzido nos Estados Unidos, adolescentes, orientados por professores de informática, prontificaram-se a dar aulas sobre computador e Internet para pessoas de idade. Ficaram, os veteranos, melindrados com a situação? Nada disso. Antes do treinamento, só 5% sentiam-se à vontade com Internet. Depois do treinamento, esta percentagem subiu para 80%. O vovô pode, sim, aprender com os netos. Vale para computador, vale para celular, vale até para controle remoto.

Mas há um lugar em que a Internet está causando problemas: a sala de aula. No passado, era muito comum os professores pedirem aos alunos que preparassem, em casa, trabalhos sobre temas diversos. As pesquisas para isso eram feitas em bibliotecas ou em enciclopédias. No mínimo, os jovens tinham de copiar os textos. Agora, não. Agora eles simplesmente podem baixá-los da Internet. E podem contar para isso com o auxílio de empresas especializadas, que elaboram até teses de mestrado e de doutorado. A freqüência com que isso está acontecendo é muito grande, e os textos a respeito, que aparecem na própria Internet, dizem que, nos Estados Unidos, no mínimo 50% dos alunos admitem que já recorreram a esse tipo de fraude. Resultado: surgiu uma nova especialidade, a detecção de fraudes. Há até um programa de computador, o Turnitin, desenhado para detectar a cópia.

Pergunta: será que isso vale a pena? Será que transformar os professores em êmulos da Polícia Federal será a solução do problema? Ou será que seria melhor pensar sobre as causas desse fenômeno?

Em primeiro lugar, precisamos nos dar conta de que, como foi dito antes, copiar os alunos sempre copiaram, só que antes faziam isso à mão. Pode-se alegar que, desta forma, aprendiam alguma coisa, mas trata-se de uma afirmação questionável: copiar pode ser simplesmente uma coisa mecânica. O melhor é perguntar: qual deve, afinal, ser o característico de um trabalho de aluno? A mim a resposta parece óbvia. O trabalho do aluno, como o trabalho de qualquer pessoa - como este texto que vocês estão lendo - deve refletir o pensamento e as emoções de quem o elabora. Ou seja: o trabalho deve ser eminentemente pessoal. Deixem-me dar um exemplo tirado do ensino de medicina. Podemos pedir a um aluno que escreva sobre as relações médico-paciente, e aí, sem dúvida, ele encontrará na Internet montes de textos copiáveis. Ou podemos pedir que descreva um episódio de sua própria vida: uma doença que teve e o papel que o médico desempenhou então, com sua avaliação a respeito. Aí não tem como colar. Só a autenticidade resolve. E esta autenticidade será extremamente educativa para o aluno.

Ou seja: a Internet nos ensina coisas, sim. Inclusive quando temos de pensar a respeito das armadilhas da Internet e de como evitá-las.

(Moacyr Scliar)

Fonte autorizada: www.cartamaior.com.br